- O MACROHARD é uma das quatro equipes principais da SpaceXAI (a antiga xAI, hoje SpaceXSI), ao lado de Grok Main, Coding e Imagine.
- Embora o nome seja uma piada que responde diretamente a “Micro-soft” (micro e mole, em inglês, contra macro e duro), Elon Musk o chamou de “provavelmente nosso projeto mais importante”, criado para emular digitalmente por completo qualquer empresa cuja produção seja digital.
- A tese é que de 80% a 95% dos softwares do mundo rodam em uma interface visual ou gráfica. Um agente de inteligência artificial (IA) capaz de comandar de verdade um computador de ponta a ponta consegue entregar a produção de qualquer empresa cujo produto seja feito de bits, e não de átomos.
O que é o MACROHARD?
O MACROHARD (também chamado de “Digital Optimus”) é a iniciativa da SpaceXAI, de Elon Musk, criada para substituir por completo todo o trabalho digital e todas as ferramentas digitais usadas hoje. Em termos simples, o projeto foi pensado para usar IA e automatizar e substituir por completo qualquer pessoa cujo trabalho não exija esforço físico. O objetivo de longo prazo é substituir empresas inteiras, como a Apple, que não fabricam nada por conta própria.
O MACROHARD é uma das quatro equipes principais da SpaceXAI (a antiga xAI, hoje SpaceXSI), ao lado de Grok Main, Coding e Imagine.
No telhado de um prédio gigante em Memphis, no Tennessee, uma palavra foi pintada em letras tão grandes que dá para lê-la do espaço: MACROHARD.

O prédio embaixo dela abriga o supercomputador de IA mais poderoso já construído. Ele se chama Colossus 2 e consome eletricidade suficiente para abastecer uma pequena cidade americana. Lá dentro, dezenas de equipes treinam uma inteligência artificial cujo propósito declarado é “a emulação digital completa de empresas inteiras”. O alvo é a Microsoft. Mais exatamente, o império de software de US$ 3 trilhões da Microsoft, que faturou cerca de US$ 281,7 bilhões no ano fiscal de 2025 vendendo o Microsoft Office, a plataforma de nuvem Azure, o Windows e os demais produtos que a maioria dos funcionários de escritório usa todos os dias.
Elon Musk deu pistas da ideia muito antes de qualquer anúncio formal. A primeira menção pública veio em 2021, em uma única linha no X: “MACROHARD >> Microsoft”:
Isso foi bem antes de 14 de abril de 2022, quando ele fez a primeira oferta para comprar o Twitter. Na época, parecia uma piada sem importância, mas, como costuma acontecer, Elon estava antecipando uma ideia real de produto.
Ele oficializou o projeto em 22 de agosto de 2025, em um post de contratação que chamava MACROHARD de “um nome de brincadeira” para “uma empresa de software puramente de IA” capaz de “simular a Microsoft inteiramente com IA”. Ainda era fácil descartar a ideia como piada, mas quem duvida do projeto logo vai ver a realidade do progresso.
Seis meses depois, na reunião geral da xAI (All-Hands) de 11 de fevereiro de 2026, Elon detalhou o escopo do projeto:
(Comece o vídeo abaixo em 19:34.)
“O projeto mais importante”: em uma empresa que também desenvolve o Grok, a IA de programação, o Imagine, a IA de imagens e vídeos, e um plano de data centers em órbita, o MACROHARD é o projeto que Elon destaca. A escala dessa ambição é o norte de tudo neste artigo.
Em 11 de março de 2026, Elon revelou que o MACROHARD é um projeto conjunto da Tesla e da xAI e que o pequeno chip de computador que vai em todo Tesla mais novo, chamado AI4, vai ajudar a fazer o trabalho. No dia seguinte, ele acrescentou isto:
Mas esta história ainda tem décadas de reviravoltas pela frente. Em 6 de maio de 2026, Elon dissolveu a xAI como empresa separada. O MACROHARD agora faz parte da Tesla e da SpaceXAI, o braço de produtos de IA da SpaceX, pouco antes da oferta pública inicial (IPO) da empresa, em meados de junho de 2026.
Este artigo explica o que o MACROHARD é de fato, por que Elon mira primeiro a Microsoft, como o sistema foi pensado para funcionar, quando ele chega e por que pode ser a maior fonte de receita dentro da SpaceX.
O formulário S-1 que a SpaceX apresentou à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) aponta um mercado total endereçável (TAM, na sigla em inglês) de cerca de US$ 23 trilhões só em software corporativo, o segmento que o MACROHARD mira primeiro. Nos níveis atuais, a economia global inteira soma cerca de US$ 115 trilhões.
Um agente do MACROHARD deve fazer, de ponta a ponta, o trabalho de um funcionário de escritório: abrir o e-mail, ler, decidir o que fazer, abrir a planilha, atualizar as células, montar o gráfico, salvar o arquivo, mandar o próximo e-mail... Ele faz isso em um computador de verdade, usando a mesma interface de teclado e mouse que as pessoas usam hoje. O cliente não precisa de nenhuma integração especial.
Hoje, você abre o Outlook para escrever um e-mail, o Excel para montar um orçamento e o Salesforce para atualizar o cadastro de um cliente. O software não faz o trabalho de fato. Quem faz o trabalho é você, usando o software.
Em vez de usar aplicativos e pagar por esse software corporativo caro, os clientes vão ver cada pixel da tela do computador gerado em tempo real. O custo relativamente baixo, somado ao atendimento das necessidades específicas de cada usuário, vai tornar impossível a concorrência de programadores humanos.
A maior parte dos softwares foi escrita à mão por pessoas. Equipes humanas planejavam os recursos, a interface do usuário (UI, na sigla em inglês) e escreviam o código. Na outra ponta, quem usa o software também são pessoas. O objetivo do MACROHARD é tirar os humanos do processo por completo.
Para que isso seja possível, são necessárias quatro coisas: uma equipe de nível mundial, um poder de computação enorme, uma plataforma de agentes que realmente saiba programar e um jeito de fabricar mais chips do que o mundo inteiro consegue fabricar hoje. Graças às parcerias entre Tesla, Intel, Cursor e o restante da SpaceXAI, o MACROHARD tem acesso às quatro ao mesmo tempo:
A equipe
A equipe do MACROHARD reúne talentos de origens diferentes. O líder do projeto é Ashok Elluswamy (na foto abaixo), que também é vice-presidente de software de IA da Tesla e construiu boa parte do sistema Autopilot, o sistema de assistência ao motorista da empresa.

Esta é a estrutura conjunta Tesla-SpaceXAI na prática. A Tesla fornece o chip e a frota. A SpaceXAI fornece o modelo. A equipe de execução em sandbox (ambiente isolado de testes) se divide entre Palo Alto e Londres. (Mais sobre isso na seção “Como o MACROHARD funciona”.)
A computação de Memphis (Colossus 2)
O Colossus 2 é o prédio de Memphis com MACROHARD pintado no telhado. Ele entrou em operação em 17 de janeiro de 2026. Elon o descreveu como o primeiro cluster de treinamento de IA desse porte no mundo.
Em 23 de julho de 2025, Elon disse que o primeiro lote de 550 mil GB200 e GB300, os chips de IA da geração Blackwell da NVIDIA, começava a entrar em operação no Colossus 2.
O prospecto da empresa diz que o Colossus e o Colossus 2, juntos, oferecem cerca de 1,0 gigawatt de capacidade de computação. Musk disse em 17 de janeiro de 2026 que o Colossus 2 operava com 1 gigawatt, com uma ampliação para 1,5 GW prevista para abril. Para comparar, um subúrbio americano típico de 100 mil habitantes consome cerca de 50 megawatts. O Colossus 2 consome dezenas de vezes isso. Em outra escala, 1,5 GW equivale a cerca de 15 bilhões de hamsters hiperativos correndo em rodinhas minúsculas 24 horas por dia, 7 dias por semana.
O cluster se divide em 12 salas de dados, ligadas por 1.363 km (847 milhas) de cabo de fibra óptica cada uma.
Em abril de 2026, o Colossus 2 treinava sete modelos de IA ao mesmo tempo, entre eles um modelo de imagem e vídeo chamado Imagine V2, dois modelos na faixa de 1 trilhão de parâmetros, mais dois com 1,5 trilhão, um com 6 trilhões e o maior, com 10 trilhões de parâmetros. Um parâmetro é um número dentro da IA que é ajustado durante o treinamento. Em geral, mais parâmetros significam mais capacidade.
O MACROHARD treina nessa infraestrutura. A próxima geração do Grok também. E a próxima geração de todos os outros modelos que a SpaceXAI está desenvolvendo.
A parceria com a Cursor
O Cursor é a ferramenta de programação com IA preferida pela maioria dos desenvolvedores profissionais. Em 21 de abril de 2026, a SpaceX e a Cursor anunciaram uma parceria. Os termos do acordo são incomuns: a SpaceX tem a opção de comprar a Cursor inteira por US$ 60 bilhões ainda em 2026, ou pagar US$ 10 bilhões só pelo trabalho da parceria, sem comprar a empresa.
A programação feita por agentes é a capacidade mais importante de que o MACROHARD precisa, e é por isso que o acordo pesa tanto. O agente não precisa só digitar código: ele precisa ler o código existente, entender o que está acontecendo e decidir o que escrever em seguida. O produto da Cursor é hoje o mais avançado exatamente nisso, e os dados de treinamento da Cursor formam o maior conjunto conhecido de exemplos reais de programadores escrevendo código em escala.
A infraestrutura de programação da Cursor está sendo incorporada ao treinamento do MACROHARD. Elon postou em 17 de maio de 2026 que os dados da Cursor estavam sendo adicionados a um treinamento complementar e que a janela de lançamento estava a três ou quatro semanas de distância. Isso colocava a próxima atualização do MACROHARD em meados de junho de 2026, a mesma janela do IPO da SpaceX.
Os chips da TERAFAB
Toda a indústria de IA esbarra na velocidade com que NVIDIA, TSMC, AMD, Micron e um punhado de outras empresas conseguem fabricar os chips de que o treinamento de IA precisa. A produção de chips do setor cresceu historicamente cerca de 20% ao ano. Isso não basta para acompanhar o ritmo de duplicação da demanda de treinamento de IA.
Em 21 de março de 2026, a Tesla e a SpaceX anunciaram juntas a TERAFAB. O nome diz qual é a meta: uma fab (fábrica de chips) capaz de produzir 1 terawatt, ou 1 trilhão de watts, de capacidade de computação por ano. Cerca de 80% dessa produção está reservada para data centers em órbita, no espaço, e 20% para uso em terra.
Duas semanas depois, em 7 de abril de 2026, a Intel entrou na parceria:
A TERAFAB é a solução para o fornecimento de chips. O limite do MACROHARD está na eletricidade e nos chips, e algoritmos e modelos ficam em segundo plano. A TERAFAB é a aposta de que a integração vertical na fabricação de chips resolve as duas coisas: chips suficientes para levar o Colossus 2 a uma meta de 50 gigawatts de computação de treinamento até 2027 e um excedente suficiente para que data centers em órbita usem energia solar direto do espaço, em vez de disputar redes elétricas na Terra.
Por que o nome “Digital Optimus”?
Em março de 2026, Elon deu um segundo nome ao projeto: “Digital Optimus”. O Optimus é o robô humanoide da Tesla criado para fazer trabalho físico. O Digital Optimus é a versão em software.

O nome reflete a ideia de orquestração de agentes: usar o Grok para dizer ao Digital Optimus o que fazer. Para explicar como os dois trabalham juntos, Elon usa uma analogia com o cérebro:
Sistema 2: Grok. É a parte lenta e deliberada da mente. Ela guarda um modelo profundo do mundo e decide o que deve acontecer em seguida. Elon também compara o Grok a uma versão muito mais avançada da navegação curva a curva: ele lê o mapa inteiro e indica cada movimento, enquanto o Digital Optimus é o motorista que executa esses movimentos na tela ao vivo.
Sistema 1: Digital Optimus. É a parte rápida e instintiva da mente. Ele assiste à tela do computador como a um vídeo ao vivo e recebe os últimos cinco segundos da gravação da tela junto com o fluxo contínuo de ações de teclado e mouse. Responde por puro reflexo, do jeito que o sistema límbico comanda comportamentos automáticos sem pensamento consciente.
Essa divisão é o que faz a conta fechar. A camada instintiva e barata roda o tempo todo em hardware de baixo custo, como o chip AI4 da Tesla, enquanto a camada deliberada e cara fica reservada para os momentos que de fato exigem julgamento.
Linha do tempo
24 de outubro de 2021: Elon Musk publica um tuíte: “MACROHARD >> Microsoft” (observação: Elon fez a primeira oferta para comprar o Twitter em 14 de abril de 2022).
22 de agosto de 2025: Elon Musk publica no X uma chamada de contratação para “uma empresa de software puramente de IA chamada MACROHARD”. Ele diz que o nome é de brincadeira e apresenta o projeto como uma tentativa de simular a Microsoft inteiramente com IA.
15 de setembro de 2025: Elon posta que MACROHARD está sendo pintado no telhado do supercomputador Colossus 2, em Memphis. Ele diz que as letras serão grandes o bastante para serem lidas do espaço.
3 de outubro de 2025: a página de vagas da xAI publica uma vaga para a equipe de execução em sandbox do MACROHARD. A vaga exige conhecimento de Rust, Linux e redes de computadores. A equipe fica em Palo Alto ou Londres.
6 de outubro de 2025: Elon comenta a direção e o escopo do MACROHARD enquanto o projeto contrata em ritmo acelerado nas primeiras semanas.
12 de outubro de 2025: Elon dá uma pista da escala real que o MACROHARD mira: “Nosso objetivo é criar uma empresa que possa fazer qualquer coisa, exceto fabricar objetos físicos diretamente, mas que consiga fazer isso de forma indireta, assim como a Apple tem outras empresas que fabricam seus celulares.”

7 de dezembro de 2025: Elon antecipa como o MACROHARD vai ganhar escala em toda a cadeia de IA antes da reunião geral de fevereiro.
17 de janeiro de 2026: o Colossus 2 entra em operação. Elon o descreve como o primeiro cluster de treinamento de IA desse porte no mundo.
11 de fevereiro de 2026: na reunião geral da xAI, Elon reorganiza a xAI em quatro projetos principais. O MACROHARD é um deles. Os outros três são o Grok (a IA principal), o Coding (IA específica para programação) e o Imagine (IA de geração de imagens e vídeos).
11 de março de 2026: Elon publica a maior atualização até então. O MACROHARD é “um projeto conjunto xAI-Tesla, que faz parte do acordo de investimento da Tesla na xAI”. O sistema vai rodar em um chip de computador de US$ 650 que já vem instalado em todo Tesla mais novo, chamado AI4. Ele dá ao projeto um segundo nome: Digital Optimus.
12 de março de 2026: um dia depois, Elon acrescenta a frase que define o projeto: “Ah, e funciona em todos os carros equipados com AI4, então seu carro pode fazer trabalho de escritório para você quando não estiver dirigindo.”
21 de março de 2026: a Tesla e a SpaceX anunciam juntas a TERAFAB, uma nova fábrica de chips projetada para produzir 1 trilhão de watts de capacidade de computação por ano. Cerca de 80% da produção fica reservada para uso no espaço.
7 de abril de 2026: a Intel entra na TERAFAB como parceira.
8 de abril de 2026: Elon posta que o Colossus 2 está treinando sete modelos de IA ao mesmo tempo. O maior deles tem 10 trilhões de parâmetros, o treinamento de IA mais ambicioso já tentado.
21 de abril de 2026: a SpaceX e a Cursor, dona da ferramenta de programação com IA mais usada por programadores profissionais, anunciam uma parceria. A SpaceX ganha a opção de comprar a Cursor por US$ 60 bilhões ainda naquele ano ou pagar US$ 10 bilhões só pelo trabalho da parceria.
6 de maio de 2026: Elon dissolve a xAI como empresa separada. MACROHARD, Grok, Coding e Imagine passam para a SpaceX, sob o novo nome SpaceXAI, o braço de produtos de IA da empresa.
Por que Elon quer construir o MACROHARD
A Microsoft vale US$ 3 trilhões porque vende as ferramentas que os profissionais do conhecimento usam. No ano fiscal de 2025, a Microsoft teve receita de cerca de US$ 281,7 bilhões. Essa receita veio de três segmentos principais: Produtividade e Processos de Negócios, com cerca de US$ 120,8 bilhões (Office, LinkedIn, Dynamics), Nuvem Inteligente, com cerca de US$ 106,3 bilhões (Azure, produtos para servidores), e Mais Computação Pessoal, com cerca de US$ 54,6 bilhões (Windows, dispositivos, games, busca). Os pilares simplificados Office, Azure e Windows mostrados antes são as principais fontes de receita dentro desses três segmentos mais amplos.
Se a IA consegue operar o software diretamente, toda a cadeia de receita fica aberta à disputa. O anúncio de Elon Musk em 22 de agosto de 2025 apresentou a lógica de forma direta: “como empresas de software como a Microsoft não fabricam nenhum hardware físico, deve ser possível simulá-las inteiramente com IA”.
Olhando o quadro maior, a história da indústria de tecnologia é uma série de momentos em que uma plataforma superou outra. Os mainframes da IBM dominaram a computação corporativa dos anos 1960 até os anos 1970. A Microsoft e o PC superaram a IBM no começo dos anos 1980. O Google e a web superaram o alcance da Microsoft sobre a forma de encontrar informação a partir do fim dos anos 1990. A Apple e o celular redefiniram de novo a computação pessoal a partir de 2007. A AWS e a nuvem redefiniram de novo a computação corporativa a partir de 2010.
Cada uma dessas mudanças tornou menos relevante o produto líder da categoria anterior. E cada vencedor ficou com 60% a 80% dos lucros da nova categoria em uma década.
O MACROHARD é a aposta de que a era dos agentes de IA é o próximo ciclo desse tipo. Os anos 2010 foram a era da nuvem. Os anos 2020 estão virando a era dos assistentes de IA. A expectativa é que os anos 2030 sejam a era dos agentes de IA. A empresa que dominar a camada de agentes de IA deve ficar com cerca de 60% a 80% da nova categoria.
No início, o foco do MACROHARD é criar software corporativo sob medida com IA, mas logo devemos esperar a substituição completa de empresas inteiras. Microsoft, ServiceNow, Oracle, Salesforce e outras, que construíram seus negócios em mover coisas de um lado para o outro em uma tela, estão prestes a ser profundamente abaladas.
Mas há mais um motivo para Elon estar à frente deste projeto. A missão multiplanetária precisa de um motor econômico de escala histórica. A receita com serviços de lançamento é real, mas não é enorme. A Starlink é enorme, mas ainda está crescendo dentro do seu mercado e não basta, sozinha, para financiar as ambições de longo prazo da SpaceX. O MACROHARD mira a maior categoria de software do planeta e, com o tempo, quer reinventar uma nova categoria que substitua a antiga por completo. Se der certo, ele financia os próximos 25 anos da SpaceX.
Além disso, só existe uma pessoa no mundo capaz de inspirar uma equipe a trabalhar nesse ritmo:
Como o MACROHARD funciona
Para fazer de fato a “emulação digital completa”, o MACROHARD precisa resolver três coisas: 1. operar o software, 2. fazer o trabalho e 3. aprender com as próprias execuções.
Operar o software: é disso que tratava a vaga de outubro de 2025. A equipe que a xAI contratou precisava saber Rust, Linux e redes de computadores. Rust é uma linguagem de programação usada para criar aplicativos seguros e rápidos. Linux é o sistema operacional em que roda a maioria dos servidores. As redes de computadores são o encanamento da internet.
O que essa equipe está construindo se chama sandbox. Um sandbox é um software que fica entre o modelo de IA e o sistema operacional de verdade. Quando a IA decide clicar em um botão, o sandbox observa o clique, decide se permite e então executa o clique em um computador real. O mesmo vale para digitar, mover arquivos, abrir navegadores e acionar outros softwares.
É o sandbox que torna possível a “emulação digital completa” sem que o cliente precise fazer nada. O agente do MACROHARD não precisa de acesso especial ao Office, ao Salesforce ou a qualquer outro software corporativo. Ele usa essas ferramentas do mesmo jeito que uma pessoa: clicando, digitando e rolando a tela.
Fazer o trabalho: a maior parte da produção diária de um profissional do conhecimento é código, documentos, planilhas, e-mails e relatórios. A capacidade de programação do MACROHARD vem do mesmo lugar que o resto da IA da SpaceXAI: um conjunto de redes neurais treinadas com quantidades enormes de texto e código.
Em abril de 2026, a SpaceXAI fechou parceria com a Cursor, dona da ferramenta de programação com IA mais usada por programadores profissionais. Os agentes de programação da Cursor e os dados de treinamento que ela já tinha passaram a fazer parte do MACROHARD. Elon postou em maio de 2026 que os dados da Cursor estavam sendo adicionados a um treinamento complementar, com janela de lançamento de três ou quatro semanas. Isso colocou a próxima grande atualização bem perto do IPO da SpaceX, em junho de 2026.
Aprender com as próprias execuções: é o “autoaperfeiçoamento recursivo” de que tanto falam as pessoas que trabalham com IA. A próxima geração do código do MACROHARD é escrita, cada vez mais, pela geração anterior do MACROHARD. O sistema melhora a cada rodada.
É desse ciclo que Elon falava no encerramento da reunião geral, quando disse:
Mas o caminho até a prosperidade não será uma linha reta, e também é importante reconhecer as partes mais difíceis do problema. O agente precisa lembrar o que está fazendo ao longo de tarefas demoradas. Precisa lidar com erros sem travar. Não pode inventar fatos que acabem sendo tratados como reais. Precisa cumprir as regras que uma empresa de verdade segue, como leis de privacidade e exigências de auditoria. Nenhum desses problemas está totalmente resolvido hoje. O artigo volta a eles na seção “Os céticos”.
Como a frota da Tesla vira um data center
Em março de 2026, quando Elon postou que o MACROHARD é “um projeto conjunto xAI-Tesla”, ele deu alguns detalhes de como funcionaria a camada de inferência.
A divisão entre treinar e rodar o agente é o ponto central. O modelo é treinado nos chips da NVIDIA do Colossus 2. Mas o trabalho do dia a dia de rodar o agente, chamado de inferência, acontece em um chip muito menor e mais barato: o chip AI4 da Tesla. Elon o descreveu assim:
Um dia depois, Elon acrescentou:
Para entender por que isso importa, pense em onde todas as outras empresas de agentes de IA rodam seus softwares hoje. A Anthropic roda o Claude nos próprios data centers. A OpenAI roda o ChatGPT nos data centers Azure da Microsoft. O Google roda o Gemini nos TPU pods (conjuntos de chips de IA) do próprio Google. A Salesforce roda o Agentforce na própria nuvem. Cada uma está limitada por quantos data centers pode pagar para construir e por quanta eletricidade esses data centers conseguem puxar da rede.
O MACROHARD tem uma opção totalmente diferente. Há milhões de carros mais novos da Tesla já nas ruas, cada um com um chip AI4 a bordo, cada um ligado na tomada boa parte do tempo, cada um estacionado e parado na maior parte das 24 horas do dia. É uma rede de computação distribuída que já está instalada, já está paga e já tem energia. O chip AI4 custa US$ 650 para a Tesla fabricar. A Tesla já pagou esse custo quando o carro foi vendido.
Se os agentes do MACROHARD conseguirem fazer inferência nessa frota, a estrutura de custo dos agentes de IA muda por completo. Todas as outras empresas precisam pagar para construir novos data centers. O MACROHARD herda um data center distribuído que já está construído, estacionado nas garagens de todo o país.
Os outros concorrentes: quem mais está tentando
O MACROHARD não é a única empresa tentando criar software com agentes de IA. O campo está lotado. Esta é a situação dos principais concorrentes em meados de 2026, ordenados pelo que conseguem fazer hoje.
Salesforce: Agentforce. A Salesforce lançou a plataforma Agentforce no fim de 2024 e a ampliou ao longo de 2026. Ela faz o melhor trabalho de gestão de relacionamento com o cliente (CRM, na sigla em inglês) do setor: puxa cadastros de clientes, roda campanhas e gera relatórios. Mas fica presa ao conjunto de produtos da própria Salesforce.
Microsoft: Copilot. O Copilot da Microsoft vem dentro do Office, do Windows e do GitHub. Ele foi pensado para ajudar as pessoas ao teclado, e não para substituí-las.
OpenAI: Operator e Agents. A OpenAI lançou o Operator em janeiro de 2025 e o incorporou a um produto mais amplo, o Agent, em julho de 2025. O Operator funciona dentro de um navegador. Ele preenche formulários, faz pedidos e executa tarefas básicas de várias etapas. Ainda não lida com aplicativos de desktop complexos nem com fluxos entre aplicativos. Precisa que uma pessoa assuma o controle em ações sensíveis.
Google: Gemini Spark e Project Mariner. O Google anunciou o Gemini Spark no I/O 2026, a conferência anual de desenvolvedores da empresa. A proposta é um agente pessoal de IA que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, faz tarefas recorrentes e aprende novas habilidades. Como o Operator, ele vive sobretudo no navegador e dentro dos aplicativos do próprio Google.
Anthropic: o computer use do Claude. A Anthropic, a empresa por trás da IA Claude, lançou uma ferramenta chamada “computer use” (uso do computador) no fim de 2024 e a colocou em produção ao longo de 2025. Ela permite que o Claude tire capturas de tela de um computador, mova o mouse, digite no teclado e role a tela. É o que existe hoje de mais próximo da visão do MACROHARD. A Anthropic descreve a ferramenta como experimental e sujeita a erros em telas complexas.
Os projetos de código aberto também são úteis para desenvolvedores que criam os próprios agentes, mas ainda não têm qualidade de produção para o trabalho geral de escritório. Este gráfico mostra uma comparação visual geral dos agentes de IA.
Cada um deles inclui uma ou mais peças do que o MACROHARD está tentando construir, mas nenhum tem o quadro completo. Nenhum faz a emulação autônoma, de longo prazo e entre aplicativos, de toda a produção de software de uma empresa.
Em 6 de maio de 2026, o mesmo dia em que a xAI foi incorporada à SpaceX, a empresa também anunciou um acordo com a Anthropic. A Anthropic agora compra acesso ao Colossus 1 para os produtos Claude Pro e Claude Max. A Anthropic também demonstrou interesse em uma parceria para capacidade de computação de IA em órbita, na escala de vários gigawatts.
É mais um exemplo da dinâmica competitiva atípica da IA hoje: um concorrente direto na camada de agentes (o Claude, da Anthropic) paga à SpaceXAI pela camada de computação que fica por baixo. O acordo não faz da Anthropic um concorrente menor, mas significa que a infraestrutura de computação da SpaceXAI agora gera receita com um dos laboratórios de pesquisa de agentes mais fortes do setor.
Depois desse anúncio, a SpaceXAI fechou mais um acordo, com o Google, em 5 de junho de 2026. O Google paga US$ 920 milhões por mês para alugar capacidade de computação de IA e tem acesso a cerca de 110 mil GPUs da NVIDIA, além de CPUs, memória e hardware relacionado.
Falta saber quando o MACROHARD chega de fato. Este é o cronograma esperado:
Curto prazo (junho de 2026). O post de Elon Musk de 17 de maio de 2026 dizia que o próximo grande lançamento do Grok estava a três ou quatro semanas. O lançamento vai incorporar os dados da Cursor ao treinamento complementar do MACROHARD. Isso coloca o lançamento em meados de junho de 2026, a mesma janela do IPO da SpaceX. A coincidência tem razão de ser: a SpaceX lança o maior produto de IA dela na mesma semana em que investidores do mercado vão poder comprar ações pela primeira vez.
Médio prazo (de 2026 a 2027). O Colossus 2 continua crescendo rumo a uma potência na casa dos vários gigawatts. A construção da TERAFAB avança no Texas, perto da universidade Texas A&M. Começa a primeira implantação de inferência na frota com AI4. Os primeiros pilotos corporativos do MACROHARD chegam a clientes pagantes.
Longo prazo (2027 em diante). É aqui que o MACROHARD se liga à tese multiplanetária.
O custo dos serviços de software caiu de forma exponencial nos últimos 20 anos. O custo de um token de IA, que equivale mais ou menos ao custo de fazer um pequeno pedaço de trabalho mental, caiu cerca de 280 vezes desde o fim de 2022. Fazer a mesma tarefa no fim de 2025 custava cerca de um terço de 1% do que custava três anos antes.
Se as tendências continuarem, o custo da inferência de IA deve cair mais 90% nos próximos quatro anos. A queda tem o mesmo formato da que a SpaceX produziu nos serviços de lançamento: levar um quilo à órbita custava US$ 15.600 em 2008, menos de US$ 1.000 com o Falcon 9, e está a caminho de ficar abaixo de US$ 100 com a Starship. É a mesma curva de custo composta, aplicada a outro setor.
Não é coincidência. Da primeira vez, o custo de levar massa à órbita caiu o bastante para tornar viável a infraestrutura orbital. Da segunda, o custo do trabalho do conhecimento cai o bastante para tornar viável a emulação de empresas inteiras. As duas curvas compostas são a base do futuro de abundância sustentável.
Na reunião geral de fevereiro de 2026, Elon encerrou descrevendo os objetivos de longo prazo: data centers em órbita (construídos com a capacidade de carga da Starship), depois mass drivers na Lua (canhões eletromagnéticos gigantes que disparam pedaços de metal para o espaço por uma fração mínima do custo de um lançamento) e, por fim, infraestrutura para captar uma parte maior de toda a energia emitida pelo Sol. É o que os cientistas chamam de escala de Kardashev: uma civilização do Tipo 1 usa toda a energia do seu planeta. Uma do Tipo 2 usa toda a energia da sua estrela (o Sol). Uma do Tipo 3 usa toda a energia da galáxia. A visão de Elon Musk coloca a SpaceX num caminho do Tipo 0 ao Tipo 2 em poucas gerações.
O MACROHARD é o combustível que financia cada degrau necessário para subir a escala de Kardashev.
Como se posicionar
A primeira leva de pessoas a sentir os efeitos do MACROHARD são os profissionais do conhecimento. Veja as profissões mais expostas ao tipo de sistema de agentes que o MACROHARD está construindo, medidas pela fatia do emprego nos EUA e pela fatia das tarefas de cada profissão que um sistema de agentes já consegue fazer hoje:
Os dados vêm dos estudos de exposição à automação de 2025 do Goldman Sachs e da McKinsey. A “fatia automatizável” de cada categoria representa o que os sistemas de agentes atuais conseguem fazer, e não a meta declarada do MACROHARD. A meta do MACROHARD é elevar muito cada um desses percentuais de automação, em toda a lista de tarefas.
A postura prática agora é usar agentes de IA para complementar suas habilidades. Os profissionais do conhecimento que vão se sair melhor nos próximos cinco anos serão os que aprenderam a gerenciar e editar o trabalho da IA antes de todo mundo.
O caminho para o pequeno investidor ter uma participação no MACROHARD é o IPO da SpaceX. Segundo relatos, a SpaceX vai reservar até 30% das ações para pessoas físicas, uma fatia excepcionalmente grande. A ETrade lidera a distribuição para o varejo. Robinhood, Fidelity, SoFi, Charles Schwab e Public.com participam.
Os céticos
A tese a favor do MACROHARD é real e, como nada parecido foi tentado nesta escala, ela atrai céticos. O artigo não estaria cumprindo seu papel se ignorasse os argumentos mais fortes de quem questiona o projeto. Estas são cinco posições céticas:
A crítica de que “as demonstrações não vão se generalizar”: os céticos dizem que as demonstrações podem não se transferir diretamente para fluxos de trabalho corporativos reais, já que o software corporativo viu muitos produtos que brilharam nas demonstrações e precisaram de mais trabalho em produção. Criar um agente capaz de fazer o fechamento mensal real de uma equipe financeira, ou a revisão real de contratos de uma equipe jurídica, é mais difícil do que as demonstrações sugerem.
A vantagem de distribuição da Microsoft: a Microsoft tem 30 anos de dianteira na distribuição corporativa. A maioria das grandes empresas tem centenas de certificações de conformidade, contratos de vários anos e equipes de TI que já conhecem e estão à vontade com o conjunto de produtos da Microsoft. Substituir tudo isso dá trabalho, e a troca de fornecedor pelo cliente é a parte mais lenta de qualquer transição tecnológica.
O argumento do ritmo da concorrência: alguns afirmam que OpenAI, Anthropic e Google lançam mais rápido que a SpaceXAI, têm conjuntos maiores de dados rotulados para treinar e salvaguardas de segurança mais maduras. Dizem que as metas do MACROHARD dependem da inteligência artificial geral, então, se a inteligência artificial geral não chegar no prazo, o MACROHARD também não chega.
O argumento trabalhista e político: falar em transformação do mercado de trabalho é má política. A resposta política de menor resistência a uma IA que elimina o trabalho do conhecimento é a regulação. A história de novas tecnologias diante de sindicatos e da oposição política não é favorável à tecnologia no curto prazo.
O prêmio pela execução de Elon: a avaliação do MACROHARD inclui uma parcela relevante de “prêmio Elon”, a suposição do mercado de que tudo o que Elon tenta acaba dando certo. O histórico da SpaceX justificou esse prêmio, e alguns céticos ainda se concentram no prazo de metas específicas da Tesla.
Implicações
O quadro geral pode ser difícil de absorver, porque o MACROHARD rompe por completo o paradigma do que quase todos nós achávamos possível há apenas 5 anos.
O trabalho do conhecimento é a categoria de trabalho humano mais valiosa há duas gerações. Médico, advogado, programador, analista financeiro, profissional de marketing, designer: cada uma dessas profissões sempre foi valorizada porque exige usar a mente.
Se o MACROHARD tiver o sucesso que a equipe espera, o custo de produzir gráficos, relatórios, arquivos e afins cai quase até o custo da computação que roda os agentes. E não é só o custo que cai muito: a qualidade também vai melhorar muito. O MACROHARD terá o equivalente a agentes de nível mundial, e mais um pouco, em todas as áreas. Assim, o valor econômico do trabalho digital muda de mãos e vai para três lugares: as empresas donas da camada de computação (a SpaceX, os provedores de nuvem), as pessoas que possuem e operam os agentes (a nova função) e as pessoas que fazem o trabalho que os agentes ainda não conseguem fazer, principalmente trabalho físico, trabalho que depende de muito julgamento e trabalho que exige relações humanas profundas.
Coisas que antes exigiam dez profissionais do conhecimento (ou 10 mil profissionais do conhecimento) trabalhando um ano passam a ser possíveis para uma pessoa fazer em uma semana.
A história de longo prazo continua sendo a multiplanetária. O MACROHARD e os outros produtos da SpaceXAI vão inaugurar uma era de prosperidade que vai gerar capital suficiente para construir data centers em órbita. Os data centers em órbita vão gerar capital suficiente para construir mass drivers na Lua. Depois disso, captar a energia do Sol e avançar rumo a uma civilização Kardashev 2 vai se tornar possível.
A infraestrutura é real. O Colossus 2 está funcionando. A frota de milhões de carros da Tesla com AI4 está nas ruas. A TERAFAB está sendo construída. A infraestrutura de programação da Cursor já faz parte do treinamento do MACROHARD.
O MACROHARD, que pode se tornar o projeto mais lucrativo de todos os tempos, começou como uma simples piada. Mas, com o IPO da SpaceX ajudando a financiar todas essas novas iniciativas, Elon e a equipe estão acelerando o mais rápido que é humanamente possível. Estamos avançando rumo a um futuro de abundância sustentável e prosperidade, graças ao Optimus físico e ao Digital Optimus. Temos uma escolha. Vamos construir um futuro grandioso.
Obrigado à Maggie pelo patrocínio deste artigo.
Fontes
- SpaceX. Formulário S-1 (pedido de registro). SEC EDGAR, protocolado em 20 de maio de 2026
- ARK Invest. ARK Disrupt Newsletter, edição 502. 16 de março de 2026
- Microsoft Corporation. Formulário 10-K do ano fiscal de 2025. SEC EDGAR, protocolado em julho de 2025
- xAI (canal oficial). Vídeo da reunião geral da xAI. 11 de fevereiro de 2026
- SpaceX. Anúncio da parceria com a Cursor. 21 de abril de 2026
- Cursor. Parceria com a SpaceX. 21 de abril de 2026
- SpaceX. Anúncio conjunto da TERAFAB (com a Tesla e a Intel). Março e abril de 2026
- Goldman Sachs Research. Modelos de exposição à automação por IA. Agosto de 2025
- McKinsey Global Institute. Análises de produtividade da IA generativa. Atualizações de 2025
- Epoch AI. Estimativas de computação e custo de treinamento. Acompanhamento contínuo, 2025 e 2026
- Anthropic. Documentação do computer use. De 2024 a 2026
- OpenAI. Introducing Operator. 23 de janeiro de 2025
- Google, Salesforce e Microsoft. Documentação das capacidades de agentes de IA. 2025 e 2026
- Administração de Informação Energética dos EUA (EIA). Referências de geração de eletricidade. 2025
- Posts de Elon Musk no X (links citados ao longo do artigo)
- Transcrição da reunião geral da xAI (11 de fevereiro de 2026) e da transmissão ao vivo do Grok 4
Uma reportagem educativa, não uma recomendação de investimento. Os números vêm de documentos oficiais entregues aos reguladores, de comunicados oficiais das empresas e da Grokipedia; avaliações de empresas de capital fechado e cenários futuros aparecem identificados como informados ou estimados.
Leia meu outro artigo, sobre o IPO da SpaceX: elonexplained.com/premium/spacex/ipo/
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